LEI Nº 1569/2004 Dá Denominação de Aparecida Quincas.

LEI Nº 1569/2004
Dá Denominação de Aparecida Quincas.
A Câmara Municipal de Poço Fundo, Estado de Minas Gerais no uso de suas atribuições
aprova o seguinte:
Art.1º Dá denominação de Praça “APARECIDA QUINCAS”, em parte da
Praça Tancredo Neves.
Art.2º A praça terá início na travessa atrás da Escola Municipal
Vargem Grande, no fim da Avenida Dr. Lélio de Almeida, confrontando com
a Rua que vai para o Hospital Gimirim e com a Rua que tem início na rua
Padre Arlindo Magalhães finalizando na travessa atrás da Escola Municipal
Vargem Grande.
Art.3º Fica o Poder Executivo autorizado a providenciar a
confecção e colocação de placas indicativas no logradouro público
mencionado no art. 1º, bem como fazer a devida comunicação à Empresa
Brasileira de Correio e Telégrafo e ao Fórum.
Art.4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogam-se as disposições em contrário.
Registre-se, Publique-se e Cumpra-se
Poço Fundo, em 05 de novembro de 2004.
Edésio Vasconcelos de Oliveira
Prefeito Municipal
JUSTIFICATIVA:
Aparecida Tereza Ferreira, conhecida como Aparecida Quinca, como gostava
de ser chamada por todos, era uma figura ímpar. Sua alegria e espontaneidade
contagiavam a todos que com ela conviviam. Aos 53 anos ficou viúva com
quatro filhos, concluindo sua missão com muita dificuldade, mas acima de
tudo com muita dignidade. Por suas atitudes era amada por todos que a
conheciam.Tinha pouca instrução. Não conhecia outros lugares. Nunca viajou
para longe, mas tinha uma sabedoria imensa. Principalmente no que se refere a
entender e gostar das pessoas. Com sua maneira simples de ser, sempre
incentivou as festas populares de nossa cidade. Adorava receber em sua casa,
na sua rua, esta se tornou uma extensão de sua própria casa: Congadeiros,
foliões de reis, circenses, comitiva de rodeio, ciganos, crianças (todo ano ela
organizava uma festa para elas) e também pessoas da sociedade e políticos.
Nas festas de Nossa Senhora do Rosário, junto com a Dona Odete dos Anjos
esposa do Sr Gesner Ferreira, ajudava conseguir prendas para os leilões e
colocava suas filhas para participarem da animação da festa e fazia amizade
com as donas de barracas que vinham de fora. Fazer amizade era sua marca,
seu rótulo. Aparecida fez parte do Conselho Fiscal da Creche Santa Teresinha
de 1990 a 1996. Desempenhou nesta Entidade um papel muito importante
prestando serviços nas promoções das festas para manutenção da mesma.
Sempre alegre, prestativa, disponível e extrovertida, foi a “Boa Samaritana”
que nos falam os Evangelhos. Esta figura rara foi nossa saudosa amiga
Aparecida, tão incomum em nossos dias, um autêntico patrimônio do coração
de Poço Fundo. Gostava de cantar, dançar declamar versos e contar piadas.
Numa época que não era comum para as moças de nossa região, ela cantava
junto com seu pai, o saudoso João Quinca, na Rádio Difusora de Machado.
Nessa época surgiu seu gosto pela política, quando da fundação do antigo
PSD, depois PMDB e foi fiel ao seu partido, no qual ela acreditava, até o
último dia. Não desamparava ninguém que passasse em frente a sua casa e
pedisse um pão ou um prato de comida estes não saíam de mãos vazias, os
vizinhos sabiam disso. E ela não só alimentava como ouvia a História da vida
dessas pessoas e dava conselhos. Recebeu uma importante missão de seu pai:
cuidar do “Zé Preto”, uma pessoa com problema mental, pois quando criança
ficou órfão de pai e mãe, ele havia perdido a mãe, queimada num incêndio,
mas Dona Aparecida cumpriu esta missão 33 anos com muita dedicação,
dignidade, carinho e zelo, não deixando nada faltar-lhe e antes de partir,
pediu aos seus filhos que continuassem com esta missão e nunca abandoná-lo.
É isto a vida de APARECIDA QUINCA foi uma vida dedicada às pessoas,
principalmente aos menos favorecidos. E ela, tenha certeza, partiu feliz.
Naquela Semana, particularmente, ela estava muito feliz.
LEI Nº 1569/2004
Dá Denominação de Aparecida Quincas.
A Câmara Municipal de Poço Fundo, Estado de Minas Gerais no uso de suas atribuições
aprova o seguinte:
Art.1º Dá denominação de Praça “APARECIDA QUINCAS”, em parte da
Praça Tancredo Neves.
Art.2º A praça terá início na travessa atrás da Escola Municipal
Vargem Grande, no fim da Avenida Dr. Lélio de Almeida, confrontando com
a Rua que vai para o Hospital Gimirim e com a Rua que tem início na rua
Padre Arlindo Magalhães finalizando na travessa atrás da Escola Municipal
Vargem Grande.
Art.3º Fica o Poder Executivo autorizado a providenciar a
confecção e colocação de placas indicativas no logradouro público
mencionado no art. 1º, bem como fazer a devida comunicação à Empresa
Brasileira de Correio e Telégrafo e ao Fórum.
Art.4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação,
revogam-se as disposições em contrário.
Registre-se, Publique-se e Cumpra-se
Poço Fundo, em 05 de novembro de 2004.
Edésio Vasconcelos de Oliveira
Prefeito Municipal
JUSTIFICATIVA:
Aparecida Tereza Ferreira, conhecida como Aparecida Quinca, como gostava
de ser chamada por todos, era uma figura ímpar. Sua alegria e espontaneidade
contagiavam a todos que com ela conviviam. Aos 53 anos ficou viúva com
quatro filhos, concluindo sua missão com muita dificuldade, mas acima de
tudo com muita dignidade. Por suas atitudes era amada por todos que a
conheciam.Tinha pouca instrução. Não conhecia outros lugares. Nunca viajou
para longe, mas tinha uma sabedoria imensa. Principalmente no que se refere a
entender e gostar das pessoas. Com sua maneira simples de ser, sempre
incentivou as festas populares de nossa cidade. Adorava receber em sua casa,
na sua rua, esta se tornou uma extensão de sua própria casa: Congadeiros,
foliões de reis, circenses, comitiva de rodeio, ciganos, crianças (todo ano ela
organizava uma festa para elas) e também pessoas da sociedade e políticos.
Nas festas de Nossa Senhora do Rosário, junto com a Dona Odete dos Anjos
esposa do Sr Gesner Ferreira, ajudava conseguir prendas para os leilões e
colocava suas filhas para participarem da animação da festa e fazia amizade
com as donas de barracas que vinham de fora. Fazer amizade era sua marca,
seu rótulo. Aparecida fez parte do Conselho Fiscal da Creche Santa Teresinha
de 1990 a 1996. Desempenhou nesta Entidade um papel muito importante
prestando serviços nas promoções das festas para manutenção da mesma.
Sempre alegre, prestativa, disponível e extrovertida, foi a “Boa Samaritana”
que nos falam os Evangelhos. Esta figura rara foi nossa saudosa amiga
Aparecida, tão incomum em nossos dias, um autêntico patrimônio do coração
de Poço Fundo. Gostava de cantar, dançar declamar versos e contar piadas.
Numa época que não era comum para as moças de nossa região, ela cantava
junto com seu pai, o saudoso João Quinca, na Rádio Difusora de Machado.
Nessa época surgiu seu gosto pela política, quando da fundação do antigo
PSD, depois PMDB e foi fiel ao seu partido, no qual ela acreditava, até o
último dia. Não desamparava ninguém que passasse em frente a sua casa e
pedisse um pão ou um prato de comida estes não saíam de mãos vazias, os
vizinhos sabiam disso. E ela não só alimentava como ouvia a História da vida
dessas pessoas e dava conselhos. Recebeu uma importante missão de seu pai:
cuidar do “Zé Preto”, uma pessoa com problema mental, pois quando criança
ficou órfão de pai e mãe, ele havia perdido a mãe, queimada num incêndio,
mas Dona Aparecida cumpriu esta missão 33 anos com muita dedicação,
dignidade, carinho e zelo, não deixando nada faltar-lhe e antes de partir,
pediu aos seus filhos que continuassem com esta missão e nunca abandoná-lo.
É isto a vida de APARECIDA QUINCA foi uma vida dedicada às pessoas,
principalmente aos menos favorecidos. E ela, tenha certeza, partiu feliz.
Naquela Semana, particularmente, ela estava muito feliz.